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Anvisa aprovou resolução que pode liberar 30 substâncias sem prescrição médica

11 de agosto de 2016

O número de remédios vendidos sem receita nas farmácias brasileiras vai aumentar. Isso porque a Anvisa aprovou uma resolução, que cria novas regras para definir quais medicamentos podem ser vendidos sem prescrição. Estima-se que mais de 30 substâncias serão liberadas.
 
A medida foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União e atende a um pedido antigo das indústrias farmacêuticas. A ideia é que remédios de baixo risco e indicados para tratamentos simples sejam isentos de prescrição médica.
 
Para serem liberados sem receita, os medicamentos devem cumprir alguns critérios, como estar no mercado há pelo menos dez anos, não criar dependência no paciente ou ser usado por um longo período de tempo.
 
A vice-presidente da Associação das Indústrias de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Marli Sileci, vê a mudança como um avanço para a indústria, que vai alinhar o Brasil ao resto do mundo. “Estamos aguardando há mais de 12 anos uma atualização desta lista e isto é muito importante, porque agora o Brasil seguirá critérios mundiais. Além disso, será benéfico também para o consumidor, que poderá aliviar um sintoma simples sem ter que ir ao médico para pegar uma receita”, declarou.
 
Reclassificação
 
Atualmente, os medicamentos isentos de prescrição correspondem a 30% do mercado. Os mais comuns são os anti-inflamatórios e para dor de cabeça. Com a nova regra, o número de medicamentos vendidos sem a receita pode chegar a 40%.
 
O critério de reclassificação dos remédios, porém, não é automático. Sileci explica que com os critérios definidos, as indústrias vão classificar quais medicamentos podem trocar de categoria para serem liberados sem receita. “As empresas que vão julgar quais tipos de medicamentos obedecem às regras e assim vão pedir a reclassificação, que será autorizada ou não. A gente acredita que mais de 30 substâncias passarão a ser comercializadas sem receita médica”, comentou.
 
Atualmente, os remédios que podem ser comprados sem prescrição médica são listados por uma resolução da Anvisa de 2003. A lista inclui remédios para tratar diarreia, cólica, dor muscular, alergias, sintomas de gripe, cicatrizantes, entre outros. Com a nova regra, a Anvisa permitirá que novos produtos se enquadrem nessa lista.
 
Sem prescrição
 
O remédio deve ter:
 
Tempo de comercialização
 
Deve estar no mercado há pelo menos dez anos
 
Segurança
 
Precisa ter baixo risco para o paciente
 
Doenças não graves
 
É indicado para sintomas simples e uso proibido para doenças graves
 
Uso por curto período
 
Não pode ser usado por muito tempo
 
Manejável pelo paciente
 
Fácil uso do paciente
 
Baixo potencial de risco
 
Caso haja mau uso ou abuso do remédio, ele não pode apresentar problemas ao paciente
 
Não criar dependência
 
O remédio não pode apresentar potencial de dependência


Fonte: A Gazeta

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