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PESQUISADORES DA FIOCRUZ DESENVOLVEM TESTE QUE CUSTA R$ 1 PARA DETECTAR ZIKA EM MENOS DE UMA HORA

18 de março de 2019

 

Através da atual técnica utilizada para diagnosticar a doença, cada teste custa R$ 40 e o resultado é obtido depois de cinco horas.

 

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco desenvolveram uma técnica mais barata e mais rápida para detectar o vírus da zika. Depois de cinco meses de pesquisa, foi desenvolvido um teste que custa R$ 1 e apresenta resultados em menos de uma hora. O padrão utilizado atualmente, o PCR, tem custo unitário de R$ 40 e mostra resultados após cinco horas. 

De acordo com o estudante Seferino Jefferson, autor da pesquisa, a tecnologia não necessita o uso de equipamentos complexos ou caros para apresentar o resultado. “Queríamos chegar a um método que não precisasse de tanta complexidade para diagnosticar a doença e chegamos a esse resultado. Cada teste custa R$ 1 e o resultado pode ser visto a olho nu”, diz o pesquisador. 

Chamada de amplificação isotérmica mediada por alça, a técnica mistura agentes moleculares com o material genético do indivíduo em teste. O método também diminui o tempo de obtenção dos resultados em relação à técnica PCR. “Os reagentes do nosso teste mostram [resultados] em pouco mais de 20 minutos”, afirma Jefferson. 

Para chegar ao resultado, foram utilizadas 60 amostras de mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus. Os insetos foram infectados naturalmente ou em laboratório com os vírus da zika, dengue, febre amarela e chikungunya. Na próxima etapa da pesquisa, o grupo pretende concluir os testes com amostras humanas. 

O orientador da pesquisa, Lindomar Pena, conta que o método também apresenta mais sensibilidade. “Em alguns casos em que o vírus da zika não foi detectado pela PCR, nós conseguimos detectar através desse teste”, afirma o professor. 

O método, no entanto, apresenta resultados específicos para zika e não apresentou reação cruzada para outras arboviroses. “Vamos patentear para disponibilizar ao público. A nossa expectativa é de que a população possa utilizar esse método nos próximos anos”, declara Pena.

 

 

Fonte: G1

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